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IGREJA: UM AMBIENTE SAUDÁVEL OU ADOECIDO - POR: PRESBITERO MARCOS BENEDITO - 28/11/2025 - Rede Gospel Oficial


A Bíblia nos ensina que ambientes espirituais não são neutros. 

Eles edificam ou destroem, curam ou adoecem, aproximam ou afastam as pessoas de Deus. 

Quando a fonte é corrompida, o ambiente passa a gerar dor, escândalo e, em muitos casos, morte espiritual.

O apóstolo Paulo alerta claramente sobre isso:

“Porque onde há inveja e espírito faccioso, aí há confusão e toda obra má.” (Tiago 3:16)

Ambientes dominados pela disputa, pela vaidade e pela competição por poder não promovem o Reino de Deus, mas o orgulho humano. 

Neles, o fingimento se torna prática comum, a espiritualidade vira aparência e a liderança passa a se preocupar mais em manter posições do que em cuidar de vidas.

O orgulho acima do Reino

A soberba é um dos maiores venenos espirituais. Ela cria líderes insensíveis, autoritários e egocêntricos, que colocam seus interesses acima do bem coletivo. A Escritura é categórica:

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Provérbios 16:18)

Quando o orgulho governa, o amor se ausenta. Onde deveria haver comunhão, nasce a rivalidade; onde deveria haver cuidado, surge o controle; onde deveria haver serviço, aparece a dominação. Jesus advertiu sobre líderes assim:

“Atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mateus 23:4)

Esses ambientes pressionam, machucam e sufocam aqueles que apenas desejam servir a Deus com sinceridade.

Lideranças que desviam, em vez de conduzir

A Bíblia também denuncia líderes que, em vez de apascentar, exploram o rebanho. O profeta Ezequiel traz uma palavra dura do Senhor:

“Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?” (Ezequiel 34:2)

Quando líderes alimentam o conflito, manipulam pessoas, usam a fé como instrumento de controle e promovem disputas internas, o resultado é trágico. 

Pessoas sinceras se decepcionam, se ferem profundamente e acabam se afastando da comunhão. Muitas não abandonam apenas um ministério, mas perdem a confiança na igreja como um todo.

Jesus fez uma advertência severa sobre isso:

“Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de moinho e se submergisse na profundeza do mar.” (Mateus 18:6)

Desviar vidas não é um erro pequeno; é uma grave responsabilidade diante de Deus.

Feridas que geram afastamento e tristeza profunda

Ambientes tóxicos produzem cristãos feridos. Pessoas que um dia serviram com alegria passam a carregar tristeza, frustração e desencanto. O salmista descreve bem esse estado:

“O meu espírito se angustia dentro de mim.” (Salmos 143:4)

Muitos deixam o ministério calados, machucados e confusos. 

Não por falta de amor a Deus, mas por excesso de dor causada por homens. São vítimas de sistemas que substituíram o Evangelho por estruturas endurecidas e relações frias.

Esses ambientes se assemelham àquilo que Jesus denunciou como sepulcros caiados: belos por fora, mas cheios de morte por dentro (Mateus 23:27). Aparência de espiritualidade, mas ausência completa de vida.

Homens sanguinolentos e a morte espiritual

A Escritura usa expressões duras para descrever líderes que destroem vidas. O profeta fala de homens que derramam sangue, não apenas físico, mas espiritual:

“Os seus príncipes são como lobos que arrebatam a presa, derramando sangue e destruindo almas.” (Ezequiel 22:27)

São pessoas que, consciente ou inconscientemente, contribuem para o enfraquecimento da fé alheia. Onde passam, deixam rastros de divisão, escândalo e desânimo. 

O resultado é um ambiente onde o Espírito Santo é entristecido (Efésios 4:30) e a graça deixa de fluir.

O contraste com o modelo de Cristo

Jesus nunca construiu ambientes de medo, opressão ou disputa. Pelo contrário:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)

Onde Ele estava, os cansados encontravam descanso, os feridos encontravam cura e os excluídos encontravam acolhimento. 

Cristo não esmagou a cana quebrada nem apagou o pavio que fumegava (Isaías 42:3; Mateus 12:20). Esse é o padrão do verdadeiro Evangelho.

Um chamado urgente à responsabilidade espiritual

Diante disso, precisamos refletir seriamente sobre os ambientes que estamos criando e sustentando. A Bíblia nos exorta:

“Apascentai o rebanho de Deus… não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo.” (1 Pedro 5:2–3)

O Reino de Deus não avança por meio de disputa, controle ou vaidade, mas por amor, serviço e verdade. 

Ambientes saudáveis restauram pessoas; ambientes doentes as afastam.

Conclusão – Cuidar da fonte é preservar vidas

Se desejamos ver vidas firmadas, curadas e perseverantes na fé, precisamos rejeitar todo sistema que promove orgulho, fingimento e opressão. 

É urgente voltar ao Evangelho simples e poderoso de Jesus Cristo, onde o amor é o fundamento e a vida é prioridade.

Homens passam, ministérios mudam, mas as marcas deixadas nos corações permanecem. 

Por isso, cuidar do ambiente espiritual é um compromisso sério com Deus e com as pessoas.


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