A IGREJA PRIMITIVA E A SOBERBA DOS DIAS ATUAIS - Por: Presbítero Marcos Benedito - I.M.P. Chama Viva
Vivemos tempos em que é impossível não fazer algumas perguntas que ecoam no coração de todo cristão sincero:
Por que há tanta falta de amor, tanta disputa, inveja, acepção de pessoas, exclusão e tanta injustiça em nosso meio?
Por que essas práticas têm encontrado espaço justamente dentro do ambiente que deveria ser marcado pelo amor, pela graça e pela verdade?
Jesus foi claro ao afirmar:
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
(João 13:35)
Se o amor é o sinal distintivo do verdadeiro discípulo, por que ele tem sido substituído por julgamentos, disputas e perseguições internas?
A ORAÇÃO QUE JÁ NÃO SE VÊ
Por que razão não existe mais aquele sentimento que fazia com que a igreja permanecesse em oração quando um irmão era perseguido ou preso por causa do Evangelho?
Em Atos, lemos:
“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”
(Atos 12:5)
Quando Paulo e Silas foram lançados na prisão, mesmo feridos e injustiçados, eles oravam e cantavam louvores, e Deus interveio de forma sobrenatural:
“Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus… e de repente sobreveio um grande terremoto.”
(Atos 16:25–26)
Hoje, em muitos casos, quando um irmão é ferido, injustiçado ou excluído, o que se vê não é oração, mas silêncio, afastamento ou até concordância com a injustiça.
O DISTANCIAMENTO DA IGREJA PRIMITIVA
Por que a igreja primitiva, relatada em Atos capítulo 2, parece não existir mais?
Por que estamos tão distantes do comportamento, da comunhão, da unidade e da sensibilidade espiritual⁹ desenvolvidos pelos nossos irmãos da igreja primitiva?
A Bíblia descreve aquela igreja assim:
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.”
(Atos 2:42)
“Da multidão dos que criam era um o coração e a alma.”
(Atos 4:32)
Não era uma igreja perfeita, mas era uma igreja viva, sensível à direção do Espírito Santo, comprometida com a verdade e com o cuidado mútuo.
QUANDO O PECADO É TOLERADO E O JUSTO É EXCLUÍDO
Em vez de virarmos as costas para o pecado, para a injustiça e para a opressão, muitas vezes vemos irmãos sendo expulsos, silenciados ou apagados, tornando-se vítimas de arbitrariedades dentro do próprio ambiente da igreja.
Jesus advertiu:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois atais fardos pesados e difíceis de suportar e os colocais sobre os ombros dos homens.”
(Mateus 23:4)
E também declarou:
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”
(Mateus 5:6)
Excluir, perseguir ou esmagar irmãos não é zelo espiritual — é ausência de justiça e de temor a Deus.
AS CAUSAS DA FRIEZA ESPIRITUAL
A Palavra nos ajuda a discernir as raízes desse cenário:
Frieza espiritual — “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12)
Ausência do batismo e da ação do Espírito Santo — “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor.” (Zacarias 4:6)
Religiosidade vazia — “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15:8)
Repetição de ritos sem vida — “Tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1)
Lideranças que não conduzem o rebanho nos caminhos do Senhor — “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto.” (Jeremias 23:1)
O resultado disso tudo são igrejas que, muitas vezes, estão cheias de pessoas, mas vazias da presença de Deus; cheias de atividades, mas pobres em comunhão; cheias de discursos, mas distantes do caráter de Cristo. Muitas festas igrejas estão submetidas aos desejos e às vontades de líderes sanguinolentos que destroem ministérios, que entristecem pessoas, separam famílias, desviam homens e mulheres dos caminhos do Evangelho, verdadeiros servos de Satanás.
UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO E AO RETORNO
Jesus ainda chama Sua igreja ao arrependimento:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras.”
(Apocalipse 2:5)
A Rede Gospel Oficial existe para lembrar que o Evangelho não mudou, que o Espírito Santo continua o mesmo e que a igreja só volta a ser igreja quando retorna aos princípios bíblicos, à verdade, à justiça, ao amor e à direção do Espírito.
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8:32)
Que Deus nos conduza de volta ao caminho da igreja viva, bíblica e comprometida com Cristo — não com sistemas, vaidades ou interesses humanos.

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