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Quando a Chama Existe, Mas o Fogo é Controlado - Por: Presbítero Marcos Benedito - I.M.P. Chama Viva

 


Um dos maiores dramas da igreja contemporânea não é a falta de conhecimento bíblico, nem a ausência de atividades religiosas. O problema é mais profundo, mais silencioso e, por isso mesmo, mais perigoso: a desconexão entre autoridade espiritual e obediência prática.

Vivemos um tempo em que se fala muito sobre poder, unção, autoridade e avivamento, mas pouco se vê desses elementos sendo exercidos com temor, responsabilidade e submissão à Palavra de Deus.

📖 “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15:8)

Autoridade que não confronta se transforma em discurso vazio

Jesus nunca exerceu uma autoridade baseada em cargos ou títulos. Sua autoridade fluía da obediência total ao Pai. Onde Ele passava, o pecado era confrontado, a verdade era anunciada e as pessoas precisavam decidir entre mudar ou resistir.

📖 “Nunca alguém falou como este homem.” (João 7:46)

Quando a igreja perde a coragem de confrontar em amor, passa a administrar comportamentos em vez de tratar o coração. O pecado deixa de ser combatido e passa a ser tolerado. A graça é anunciada sem arrependimento, e o amor é pregado sem verdade.

📖 “Vai, e não peques mais.” (João 8:11)

Lideranças inseguras produzem igrejas passivas

Um ambiente espiritual saudável ativa dons, desperta chamados e envia pessoas. Mas quando o medo de perder controle se instala, a liderança passa a conter aquilo que Deus quer liberar.

O resultado é uma igreja que:

Assiste cultos, mas não vive a fé

Consome palavras, mas não pratica a Palavra

Frequenta o templo, mas não manifesta o Reino

📖 “Porque Deus não nos deu espírito de medo, mas de poder, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1:7)

A igreja deixou de ser corpo e virou plateia

A igreja primitiva não era um ajuntamento de espectadores, mas um corpo vivo, atuante e comprometido.

📖 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (Atos 2:42)

Hoje, muitas comunidades se organizam melhor para manter agendas do que para formar discípulos. Há programação, mas pouco quebrantamento. Há culto, mas pouco altar. Há música, mas pouca oração.

📖 “Tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1)

Sem arrependimento não há avivamento

Avivamento não nasce de estratégias humanas, mas de corações quebrantados. Enquanto a igreja não reconhece suas falhas, não confessa seus pecados e não se humilha diante de Deus, o céu permanece em silêncio.

📖 “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos…” (2 Crônicas 7:14)

Não existe avivamento sem arrependimento coletivo. Não existe fogo sem altar. Não existe glória sem cruz.

O Espírito Santo não pode ser domesticado

O maior risco da igreja atual é tentar controlar aquilo que Deus deseja mover. O Espírito Santo não opera segundo conveniências humanas, nem se submete a estruturas que resistem à Sua direção.

📖 “O vento sopra onde quer…” (João 3:8)

Quando a chama é abafada para preservar conforto, status ou poder, a igreja continua existindo externamente, mas perde sua relevância espiritual.

📖 “Não apagueis o Espírito.” (1 Tessalonicenses 5:19)

Conclusão: ainda há tempo

Este texto não é uma condenação, mas um chamado. Enquanto ainda há chama, há esperança. Deus continua buscando uma igreja viva, santa, obediente e cheia do Espírito.

📖 “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras.” (Apocalipse 2:5)

Que a igreja volte ao altar, à cruz, à Palavra e ao primeiro amor.

Porque o fogo de Deus nunca foi feito para ser controlado — foi feito para transformar. 

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