Há momentos na vida em que parece que tudo parou. A oração perdeu a intensidade. A Palavra já não produz o mesmo impacto. A fé parece enfraquecida. O sobrenatural deixou de fazer parte da experiência. A boca já não anuncia aquilo que um dia anunciava. Os dons parecem adormecidos. A vida espiritual entra em uma espécie de silêncio. E, ao mesmo tempo, outras áreas começam a apresentar sinais de desgaste. Na vida pessoal, confusão, desencontros, conflitos e discussões tornam-se frequentes. Na vida profissional, trabalha-se muito, mas os resultados parecem não chegar. Na vida familiar, surge uma distância silenciosa. As pessoas convivem, mas já não caminham juntas. O individualismo ocupa o espaço que antes pertencia à comunhão. E o mais perigoso é quando tudo isso começa a parecer normal . O perigo de se acostumar com o anormal Talvez uma das maiores armadilhas seja justamente essa: acostumar-se com aquilo que deveria nos incomodar. A pessoa começa a conviver com a frieza es...
Imagine um funcionário da Coca-Cola entrando nas dependências da Pepsi-Cola. Lá, um conhecido começa a falar mal da empresa onde ele trabalha. Imediatamente, ele reage: — Eu sou funcionário da Coca-Cola. Ela paga o meu salário e garante o meu sustento. Não admito que você fale mal dela na minha frente! Essa postura revela algo importante: identidade e pertencimento produzem posicionamento. Enquanto aquele homem se reconhecia como funcionário da Coca-Cola, ele não precisava que seu chefe estivesse presente para defender aquilo a que pertencia. Sua postura era consequência do vínculo que possuía. Mas imagine uma segunda situação. Agora, esse mesmo homem foi demitido. Ele retorna à Pepsi-Cola e encontra novamente o mesmo conhecido, que começa a falar mal da Coca-Cola. Desta vez, ele responde: — Concordo com você. A Coca-Cola realmente não presta. O que mudou? A empresa mudou? Não. O relacionamento dele com a empresa mudou. Quando havia vínculo, havia defesa. Quando o vínculo ...