Existe uma pergunta que a Igreja precisa voltar a fazer diante da música cristã contemporânea: Para quem estamos cantando? A pergunta parece simples, mas talvez seja uma das questões mais importantes para compreendermos a transformação ocorrida entre os cânticos registrados nas Escrituras e boa parte da produção musical cristã de nossos dias. Não se trata de afirmar que toda música gospel atual seja ruim, superficial ou comercial. Também não significa que um compositor cristão não possa receber remuneração por seu trabalho, que uma gravadora não possa existir ou que uma música não possa alcançar milhões de pessoas. A questão é mais profunda: qual é o centro da música? O SALMISTA CANTAVA PARA DEUS Os Salmos nos apresentam uma realidade extraordinariamente humana. Davi canta quando está feliz. Canta quando está angustiado. Canta quando vence. Canta quando é perseguido. Canta quando reconhece seu pecado. Canta quando experimenta a presença de Deus. E canta também quando nã...
Ser semelhante à igreja primitiva é um objetivo espiritual que devemos perseguir. Sabemos, porém, que não podemos simplesmente reproduzir, em nossos dias, todas as circunstâncias daquela igreja. O mundo mudou, a sociedade mudou e a própria estrutura das igrejas passou por profundas transformações ao longo dos séculos. Nós não temos diante de nós a igreja primitiva em sua forma original. Temos, entretanto, algo precioso: o testemunho preservado nas Escrituras . A Bíblia nos mostra seus princípios, sua maneira de viver a fé e, principalmente, aquilo que Deus deseja produzir no coração daqueles que pertencem ao Corpo de Cristo. Atos 2:42 diz: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” É justamente essa comunhão que eu mais desejo ver crescer dentro da nossa comunidade. Não desejo apenas uma igreja cheia. Desejo uma igreja unida . Não desejo apenas pessoas sentadas lado a lado no mesmo templo. Desejo pessoas que consigam caminhar ...