Entre os desafios da administração moderna e o chamado de Cristo, especialistas em estudos bíblicos apontam que o maior obstáculo não está na estrutura da igreja, mas no coração humano. A igreja descrita em Atos 2:42-47 continua sendo, quase dois mil anos depois, o maior referencial de comunhão, espiritualidade e serviço para o cristianismo. Ali encontramos uma igreja que perseverava "na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações". Não havia apenas reuniões; havia uma verdadeira comunidade transformada pelo Espírito Santo. A pergunta que ecoa entre pastores, líderes e cristãos é inevitável: por que a igreja do século XXI encontra tanta dificuldade para viver esse modelo? A resposta não é simples. Ela passa por mudanças culturais, desafios administrativos, transformações sociais e, acima de tudo, pela realidade espiritual do ser humano. A Igreja nasceu cheia do Espírito Santo Logo após o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Lucas registra um ...
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente... porque és morno, estou a ponto de vomitar-te da minha boca." (Apocalipse 3:15-16) Entre as sete igrejas da Ásia Menor mencionadas no livro de Apocalipse, talvez nenhuma represente de forma tão impressionante a realidade de grande parte da igreja contemporânea quanto Laodiceia. Das sete, foi a única que não recebeu nenhum elogio de Jesus. Apenas advertências, repreensão e um chamado urgente ao arrependimento. A cidade de Laodiceia Laodiceia localizava-se no vale do rio Lico, na atual Turquia, próxima às cidades de Hierápolis e Colossos. Era uma das cidades mais ricas do Império Romano. No ano 60 d.C., um grande terremoto destruiu a cidade. Entretanto, devido à sua enorme prosperidade econômica, os habitantes recusaram a ajuda financeira do governo romano e reconstruíram tudo com seus próprios recursos. Essa autossuficiência tornou-se motivo de orgulho. Além da riqueza, Laodiceia destacava-se por três características históri...