À luz das Escrituras Sagradas, se pessoas que professam a fé cristã estão reagindo à derrota eleitoral com ódio, ameaças de guerra civil e desejo de confronto, essa conduta contraria os ensinamentos de Jesus e os frutos do Espírito Santo. Vejamos objetivamente o que a Bíblia nos permite afirmar: - Deus reprova o ódio entre irmãos. “Todo aquele que odeia a seu irmão é homicida.” — 1 João 3:15. - O Espírito Santo se entristece com atitudes pecaminosas. “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus.” — Efésios 4:30. O contexto, no versículo seguinte, condena amargura, ira, gritaria e malícia (Efésios 4:31). - Deus não aprova a violência como resposta à frustração. “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.” — Tiago 1:20. - Jesus chama seus seguidores para promover a paz. “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” — Mateus 5:9. - A confiança da Igreja não deve estar em governantes. “Não confieis em príncipes.” — Salmos 146:3. - Deus exige justiça...
O nosso Reino é o de Deus, portanto, nossa missão não é transformar cada eleição em uma batalha entre representantes de Deus e representantes do mal. Nossa missão é viver os valores do Reino: justiça, misericórdia, verdade, serviço, amor ao próximo e fidelidade a Cristo. Podemos participar da política, mas não precisamos ser dominados por ela. Podemos questionar governantes sem odiá-los. Podemos defender princípios sem demonizar quem pensa diferente. E podemos reconhecer os limites dos governos sem depositar neles a esperança que pertence a Deus. A questão central não é se o cristão pode se envolver na política, mas se, ao fazê-lo, continua sendo governado pelos princípios de Cristo.