O púlpito é o espelho que toda a igreja reproduz, tanto para dentro quanto para fora do seu espaço físico e espiritual.
É no púlpito que a chama permanece acesa ou apagada.
É a partir do púlpito que as pessoas passam a viver dentro de uma atmosfera saudável ou adoecida.
Se do púlpito transbordam amor, graça, perdão e união, é isso que envolverá toda a igreja. A congregação passa a refletir aquilo que recebe: comunhão, fé e crescimento espiritual.
A Palavra de Deus nos orienta claramente em Romanos 12:9:
“O amor seja sem hipocrisia.”
Ou seja, que o amor não seja fingido.
Quando o amor é verdadeiro, ele gera confiança, comunhão e liberdade para que o Espírito de Deus opere no meio do seu povo.
Mas quando no púlpito existe fingimento, desconfiança, mentira ou hipocrisia, inevitavelmente essa atmosfera contamina toda a igreja.
Onde há desconfiança e fingimento, a presença do Espírito Santo não se manifesta plenamente.
Em ambientes assim não há avivamento, não há cura, não há libertação e tampouco milagres, porque o ambiente espiritual está comprometido.
O exemplo da igreja primitiva
Quando olhamos para a igreja primitiva, vemos exatamente o contrário: um ambiente de amor verdadeiro, comunhão e unidade.
A Bíblia descreve esse ambiente em Atos dos Apóstolos 2:42:
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.”
E continua dizendo em Atos 2:44–47:
“Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum… louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo.”
Esse ambiente de comunhão verdadeira produzia resultados espirituais extraordinários.
Em Atos 4:32, a Bíblia diz:
“Da multidão dos que criam era um o coração e a alma.”
Por causa dessa unidade, o poder de Deus se manifestava constantemente.
O versículo seguinte afirma:
“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”
(Atos 4:33)
Ou seja, onde há amor verdadeiro e comunhão, a graça de Deus transborda.
Quando o fingimento tenta entrar
Mas a Bíblia também mostra o que acontece quando o fingimento tenta contaminar a igreja.
Em Atos dos Apóstolos 5, encontramos o episódio de Ananias e Safira.
Eles quiseram aparentar uma espiritualidade que não possuíam, mentindo diante da igreja.
O apóstolo Pedro declarou:
“Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
(Atos 5:4)
Esse episódio mostra que Deus não aceita fingimento dentro da igreja.
A santidade, a verdade e a sinceridade são fundamentais para que a presença de Deus permaneça.
O alerta de Jesus
Nos dias de Jesus Cristo, muitos líderes religiosos haviam transformado a fé em aparência.
Jesus denunciou essa realidade em Mateus 23:27:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos.”
E qual foi o resultado?
Quando o próprio Filho de Deus veio ao encontro daquele povo, muitos não conseguiram reconhecê-lo.
O ambiente espiritual estava contaminado pela religiosidade sem vida.
Conclusão
Por isso o púlpito precisa ser um lugar de:
verdade
temor a Deus
amor sem fingimento
comunhão verdadeira
Porque aquilo que flui do púlpito forma a atmosfera espiritual de toda a igreja.
Se do púlpito vem vida, a igreja viverá.
Se do púlpito vem frieza, a igreja esfriará.
Se do púlpito vem amor verdadeiro, a igreja aprenderá a amar.
Como está escrito em Salmos 133:1:
“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”
Porque onde há amor verdadeiro e comunhão, ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre.

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