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PÚLPITO: O ESPELHO DA IGREJA - POR: PRESBÍTERO MARCOS BENEDITO

 


O púlpito é o espelho que toda a igreja reproduz, tanto para dentro quanto para fora do seu espaço físico e espiritual.

É no púlpito que a chama permanece acesa ou apagada.

É a partir do púlpito que as pessoas passam a viver dentro de uma atmosfera saudável ou adoecida.

Se do púlpito transbordam amor, graça, perdão e união, é isso que envolverá toda a igreja. A congregação passa a refletir aquilo que recebe: comunhão, fé e crescimento espiritual.

A Palavra de Deus nos orienta claramente em Romanos 12:9:

“O amor seja sem hipocrisia.”

Ou seja, que o amor não seja fingido.

Quando o amor é verdadeiro, ele gera confiança, comunhão e liberdade para que o Espírito de Deus opere no meio do seu povo.

Mas quando no púlpito existe fingimento, desconfiança, mentira ou hipocrisia, inevitavelmente essa atmosfera contamina toda a igreja.

Onde há desconfiança e fingimento, a presença do Espírito Santo não se manifesta plenamente.

Em ambientes assim não há avivamento, não há cura, não há libertação e tampouco milagres, porque o ambiente espiritual está comprometido.

O exemplo da igreja primitiva

Quando olhamos para a igreja primitiva, vemos exatamente o contrário: um ambiente de amor verdadeiro, comunhão e unidade.

A Bíblia descreve esse ambiente em Atos dos Apóstolos 2:42:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.”

E continua dizendo em Atos 2:44–47:

“Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum… louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo.”

Esse ambiente de comunhão verdadeira produzia resultados espirituais extraordinários.

Em Atos 4:32, a Bíblia diz:

“Da multidão dos que criam era um o coração e a alma.”

Por causa dessa unidade, o poder de Deus se manifestava constantemente.

O versículo seguinte afirma:

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”

(Atos 4:33)

Ou seja, onde há amor verdadeiro e comunhão, a graça de Deus transborda.

Quando o fingimento tenta entrar

Mas a Bíblia também mostra o que acontece quando o fingimento tenta contaminar a igreja.

Em Atos dos Apóstolos 5, encontramos o episódio de Ananias e Safira.

Eles quiseram aparentar uma espiritualidade que não possuíam, mentindo diante da igreja.

O apóstolo Pedro declarou:

“Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

(Atos 5:4)

Esse episódio mostra que Deus não aceita fingimento dentro da igreja.

A santidade, a verdade e a sinceridade são fundamentais para que a presença de Deus permaneça.

O alerta de Jesus

Nos dias de Jesus Cristo, muitos líderes religiosos haviam transformado a fé em aparência.

Jesus denunciou essa realidade em Mateus 23:27:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos.”

E qual foi o resultado?

Quando o próprio Filho de Deus veio ao encontro daquele povo, muitos não conseguiram reconhecê-lo.

O ambiente espiritual estava contaminado pela religiosidade sem vida.

Conclusão

Por isso o púlpito precisa ser um lugar de:

verdade

temor a Deus

amor sem fingimento

comunhão verdadeira

Porque aquilo que flui do púlpito forma a atmosfera espiritual de toda a igreja.

Se do púlpito vem vida, a igreja viverá.

Se do púlpito vem frieza, a igreja esfriará.

Se do púlpito vem amor verdadeiro, a igreja aprenderá a amar.

Como está escrito em Salmos 133:1:

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”

Porque onde há amor verdadeiro e comunhão, ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre.

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