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SERVOS DE CRISTO NÃO PODEM CONCORDAR COM INJUSTIÇA - Presbítero Marcos Benedito - Igreja Chama Viva PG

Há momentos na caminhada cristã em que o silêncio deixa de ser virtude e passa a ser cumplicidade. E como servos do Deus Altíssimo, não podemos compactuar com nenhum tipo de injustiça — porque o nosso Deus é justo.

A Bíblia declara:

“O Senhor é Deus de justiça.” (Isaías 30:18)

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” (Mateus 5:6)

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom: que pratiques a justiça.” (Miquéias 6:8)

Servimos ao Deus do amor, ao Deus da paz — mas também ao Deus da justiça. E seguir a Cristo é reproduzir o Seu caráter.

Jesus nunca concordou com injustiças, especialmente as praticadas dentro do ambiente religioso.

O QUE ACONTECEU?

Há aproximadamente dez meses fui afastado do púlpito e também da liderança dos varões do grupo Atalaias de Jesus.

Diante da decisão, fiz perguntas objetivas:

Estou em pecado?

Resposta: Não.

Cometi algum erro ministerial ou ato ilícito?

Resposta: Não.

Houve alguma falha doutrinária ou moral?

Resposta: Não.

Então perguntei:

Qual foi o motivo?

A resposta foi:

“Nosso ciclo acabou.”

Confesso que até hoje não compreendo esse “ciclo”, pois nunca houve comunicação prévia de prazo ministerial, nunca houve advertência bíblica, nunca houve processo conforme ensina a Palavra.

A Bíblia estabelece critérios claros para correção e disciplina:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só.” (Mateus 18:15)

“Não aceites acusação contra presbítero senão com duas ou três testemunhas.” (1 Timóteo 5:19)

“Tudo seja feito com decência e ordem.” (1 Coríntios 14:40)

Nenhum desses princípios foi aplicado porque, segundo foi dito, não havia pecado, erro ou acusação.

Apenas o “fim de um ciclo”.

A PROPOSTA DE SAÍDA

Foi-me oferecida uma carta para que eu buscasse outro ministério, sob a justificativa de que:

“Você é um grande obreiro, aqui está limitado, seu ministério é maior.”

Com todo respeito e humildade, nunca busquei grandeza. Nunca pedi promoção. Nunca almejei posição.

Meu desejo sempre foi apenas servir.

“Quem quiser tornar-se grande entre vós, seja esse o que vos sirva.” (Mateus 20:26)

Grandeza no Reino não é medida por visibilidade, mas por fidelidade.

MINHA POSIÇÃO

Respeitosamente manifestei que não sairia naquele momento, pois:

Não houve pecado.

Não houve disciplina bíblica.

Não houve direção clara de Deus para mim.

Eu não estou na igreja por causa de homens. Estou por causa de Cristo.

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (1 Coríntios 3:11)

Se Cristo falar comigo de maneira inequívoca — pela Palavra, por confirmação espiritual clara — eu obedecerei. Mas até o presente momento, não recebi essa direção.

Continuo membro da Igreja Missionária Pentecostal Chama Viva. Não fui expulso. Apenas afastado das funções.

SOBRE O TRATAMENTO POSTERIOR

Após o ocorrido, não houve mais diálogo. Não houve aproximação pastoral. Não houve oração conjunta.

Não escrevo isso com mágoa, mas com tristeza.

Porque liderança espiritual não é apenas autoridade — é também cuidado.

Ainda assim, afirmo com serenidade:

Eu não guardo ódio.

Eu não guardo rancor.

Eu oro pelo meu pastor.

“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos.” (Romanos 12:18)

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA

A Igreja pertence a Cristo.

Autoridade espiritual é bíblica. Mas autoridade sem transparência gera insegurança. Amor sem justiça gera parcialidade. Decisões espirituais precisam de fundamento espiritual claro.

A Bíblia nos ensina que Deus não faz acepção de pessoas e que Ele ama a justiça:

“Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos.” (Salmos 37:28)

Quando decisões são tomadas sem base bíblica objetiva, abre-se espaço para confusão e questionamentos.

E questionar não é rebeldia. Questionar, quando feito com respeito e fundamento, é zelo pela justiça.

MINHA CONSCIÊNCIA ESTÁ EM PAZ

Continuo servindo a Cristo.

Continuo amando a igreja.

Continuo respeitando a liderança.

Mas também continuo defendendo que no Reino de Deus a justiça não é opcional.

Se algum dia o Senhor me direcionar claramente a sair, sairei em paz.

Mas enquanto Ele não falar, permanecerei firme, porque minha aliança não é com homens — é com Cristo.

“O Senhor é justo em todos os seus caminhos.” (Salmos 145:17)

Que Deus julgue com justiça.

Que Deus restaure relacionamentos.

Que Deus nos ensine a liderar e a servir segundo o Seu coração.



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