Neste mês de abril, estaríamos completando cinco anos do Ministério de Louvor e Adoração Atalaias de Jesus. Cinco anos de entrega, renúncia, dedicação e zelo pela obra do Senhor.
“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente” (Jeremias 48:10)
Desde o início, edificamos um ministério baseado no amor, no respeito e na participação coletiva. Cada membro tinha voz, cada vida era valorizada, cada dom era reconhecido. Não havia imposição, mas cooperação; não havia opressão, mas comunhão.
“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros... assim é Cristo também” (1 Coríntios 12:12)
Durante essa caminhada, levantamos vidas, formamos ministros, desenvolvemos dons. Muitos tiveram a oportunidade de crescer, cantar, ministrar e servir ao Senhor com liberdade e responsabilidade.
“A cada um é dada a manifestação do Espírito para o que for útil” (1 Coríntios 12:7)
No terceiro ano, celebramos juntos, reunindo igrejas, irmãos e líderes, em um culto marcado pela presença de Deus, pela alegria e pela unidade do Corpo de Cristo.
“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1)
Ao nos aproximarmos do quarto ano, estávamos nos preparando com entusiasmo para mais uma celebração. Havia alegria, havia propósito, havia continuidade. Porém, de forma abrupta, inesperada e sem transparência, o ministério foi interrompido.
E aqui cabe uma reflexão profunda:
Desde quando a obra de Deus pode ser encerrada por decisões humanas, sem explicação, sem cuidado com as vidas, sem temor?
“Apascentai o rebanho de Deus... não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto” (1 Pedro 5:2)
O que vimos não foi um encerramento espiritual, mas uma interrupção administrativa. Não foi direção divina revelada, mas uma decisão evasiva, sem clareza, sem responsabilidade pastoral com aqueles que estavam envolvidos.
“Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz” (1 Coríntios 14:33)
Quando algo vem de Deus, há paz, há direção, há confirmação. Quando não há explicação, quando há ruptura brusca, quando vidas são ignoradas, algo está fora da ordem espiritual.
“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16)
Fica a pergunta: onde está o cuidado com aqueles que serviam? Onde está o zelo pelas vidas que estavam sendo edificadas? Onde está a responsabilidade diante de Deus por aquilo que foi iniciado?
“Obedecei a vossos pastores... porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas” (Hebreus 13:17)
Interromper um ministério sem explicação não é apenas uma decisão organizacional — é uma atitude que impacta vidas, fere corações e pode até enfraquecer a fé de muitos.
“Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! diz o Senhor” (Jeremias 23:1)
A obra de Deus não é empresa. Não se encerra com justificativas vazias como “final de ciclo”. Na Bíblia, vemos começos, processos e cumprimentos — mas nunca interrupções irresponsáveis.
“Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6)
Que cada um examine a si mesmo. Porque toda obra, toda decisão e toda liderança será julgada por Deus.
“Deus há de trazer a juízo toda obra, até tudo o que está encoberto” (Eclesiastes 12:14)
Seguimos firmes, porque o chamado não vem de homens, e aquilo que Deus levanta, homem nenhum pode destruir.
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31)

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