O adversário das nossas almas não possui a sabedoria de Deus. Ele não cria, não gera vida, não redime. No entanto, ele possui algo perigoso: a capacidade de planejar, observar, esperar e agir com astúcia. Ele sabe que o seu destino já está definido — o lago de fogo, o inferno, o Hades — e que não há para ele possibilidade de salvação. O sacrifício de Jesus jamais o alcançou.
E exatamente por isso, desde que compreendeu que está condenado, ele estabeleceu um único objetivo como prioridade absoluta: desviar o maior número possível de pessoas dos caminhos do Senhor.
Enquanto aguarda o juízo final, o adversário não descansa. Ele não se cansa. Ele não interrompe suas ações. Atua ininterruptamente, usando o tempo, as circunstâncias e, principalmente, pessoas. Manipula, dissimula, distorce, mente, enfraquece relacionamentos, mina sonhos, desanima obreiros, destrói projetos e paralisa obras que glorificam a Deus.
“O ladrão não vem senão a roubar, matar e destruir…” (João 10:10)
É nesse contexto que ele tenta impedir que pessoas avancem, que ministérios cresçam, que obras floresçam. Ele age para fazer com que obreiros parem, que líderes se acomodem, que igrejas se fechem em si mesmas e que o Evangelho deixe de alcançar quem ainda não ouviu falar de Jesus.
Quando o inferno se incomoda
Deus levantou uma obra chamada Ministério de Louvor e Adoração Atalaias de Jesus. Um ministério de louvor formado por varões valorosos, comprometidos, sedentos por servir ao Senhor, desejosos de crescer espiritualmente, musicalmente e ministerialmente. Homens que não desagradaram a Deus — desagradaram ao inferno.
O problema nunca foi a obra. O problema nunca foi o compromisso. O problema nunca foi o fruto. Pelo contrário: foi exatamente a perspectiva de crescimento, de expansão, de amadurecimento, de capacitação, de impacto regional e espiritual que despertou a reação do adversário.
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas contra principados, potestades…” (Efésios 6:12)
Quando o inimigo percebeu que aquela obra poderia ocupar espaços maiores, visitar igrejas, abrir pontos de pregação, alcançar vidas, levar o nome do Senhor a lugares onde Ele ainda não era anunciado, ele decidiu agir.
E como sempre fez desde o Éden, usou pessoas. Inclusive pessoas que, em tese, deveriam apoiar, incentivar, proteger e valorizar a obra.
A estratégia antiga com aparência nova
A interrupção da obra aconteceu de forma abrupta, silenciosa, sorrateira e sem argumentos convincentes. Não houve um motivo claro, bíblico ou pastoral que justificasse tamanha decisão. O discurso foi suave, aparentemente espiritual, mas profundamente contraditório:
“Não tenho nada contra o obreiro. Pelo contrário, o ministério dele é grandioso.
Por isso estou tirando ele da frente da obra para que ele cresça.
Aqui dentro não há como crescer, mas lá fora ele poderá expandir.
Nossa amizade continua. Nada muda.”
É impossível não lembrar da serpente no jardim do Éden: astuta, manipuladora, mentirosa, oferecendo crescimento enquanto conduzia à perda; prometendo avanço enquanto gerava ruptura; falando em bem enquanto plantava o mal.
“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo…” (Gênesis 3:1)
Assim como Eva foi enganada por palavras aparentemente inofensivas, e Adão foi levado pelo mesmo caminho, a obra dos Atalaias de Jesus, após três anos de serviço, dedicação e frutos, foi interrompida sob o argumento de que “o ciclo terminou”.
O Natal e a certeza do controle de Deus
Neste Domingo de Natal, somos lembrados de uma verdade inabalável: Deus continua no controle de todas as coisas. O adversário pode até parecer que venceu momentaneamente, mas ele jamais terá a palavra final.
O Natal é a prova de que, mesmo quando o inferno se levanta, Deus entra em cena com graça, misericórdia, poder e propósito. A luz que brilhou em Belém continua brilhando hoje, dissipando as trevas, revelando mentiras e restaurando caminhos.
“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (João 1:5)
Obras podem ser interrompidas por homens, mas propósitos não são cancelados por Deus. Ministérios podem ser silenciados por decisões humanas, mas chamados continuam vivos. Sonhos podem ser adiados, mas promessas não são anuladas.
Que este Natal não seja marcado pela astúcia do adversário, mas pela certeza da soberania de Deus. O mesmo Deus que permitiu o processo é o Deus que trará entendimento, restauração, amadurecimento e novos caminhos.
Porque, no Reino de Deus, nada é perdido. Tudo coopera. Tudo ensina. Tudo prepara.
E a obra que é de Deus — essa jamais será destruída.
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11)

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