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ABISMO ESPIRITUAL: ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA - Por: Presbítero Marcos Benedito - Igreja Chama Viva da Praia Grande

Há uma distância cada vez mais visível — e espiritualmente alarmante — entre aquilo que se prega nos púlpitos e aquilo que se pratica nos bastidores das instituições religiosas.

Discursos eloquentes sobre amor, unidade, perdão e comunhão contrastam com atitudes marcadas pela ausência de misericórdia, pela acepção de pessoas e pela defesa de interesses próprios, em detrimento da vontade soberana de Deus.

A Escritura é clara:

“Porque a boca fala do que está cheio o coração.”

(Mateus 12:34)

Quando o coração está tomado por vaidade, controle e poder, inevitavelmente isso se manifesta em decisões injustas, em exclusões veladas e em relacionamentos quebrados dentro do próprio corpo de Cristo.

A FALSA ESPIRITUALIDADE E A ACEPÇÃO DE PESSOAS

Muitos ambientes eclesiásticos têm reproduzido exatamente aquilo que a Palavra condena:

“Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.”

(Tiago 2:1)

No entanto, o que se vê é a valorização de cargos acima de caráter, de aparência acima de testemunho, e de conveniência acima da verdade.

Jesus foi direto ao confrontar esse tipo de religiosidade:

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

(Mateus 15:8)

A fé passa a ser performática. O culto se torna um espetáculo. A liderança assume contornos corporativos. E o Evangelho, muitas vezes, é reduzido a um produto institucional.

UMA IGREJA NA MATRIZ — OUTRA NA PRÁTICA

Há também uma grande distância entre a obra que é apresentada na matriz — frequentemente exibida como modelo de excelência espiritual — e aquilo que realmente acontece nas igrejas locais.

Externamente, tudo parece organizado, santo e exemplar. Internamente, porém, prevalece um modelo imposto pelo homem, e não aquilo que Deus estabeleceu para Sua Igreja.

A Palavra nos lembra:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”

(Salmos 127:1)

Quando estruturas humanas substituem a direção do Espírito Santo, cria-se uma igreja institucionalizada, mas espiritualmente enfraquecida.

QUANDO A VONTADE DO HOMEM SUPERA A PALAVRA DE DEUS

Em muitos contextos, a vontade do homem tem prevalecido sobre as Escrituras. Aqueles que ousam permanecer fiéis à Palavra, questionar práticas antibíblicas ou simplesmente não se submeter a sistemas autoritários passam a receber tratamento diferenciado — e, em muitos casos, são silenciados ou excluídos do corpo de obreiros e até da própria igreja.

Isso contradiz frontalmente o ensino de Cristo:

“Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, seja vosso serviçal.”

(Mateus 20:26)

A liderança bíblica é serviço, não domínio. É cuidado, não controle. É pastoreio, não perseguição.

Pedro reforça:

“Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós… não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.”

(1 Pedro 5:2–3)

A AUSÊNCIA DE PERDÃO E O ESPÍRITO DE EXCLUSÃO

Onde não há perdão, não há Cristo governando.

Jesus foi categórico:

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará.”

(Mateus 6:14)

Ainda assim, muitos ministérios operam mais pela lógica do descarte do que pela restauração. Pessoas são afastadas, marcadas ou ignoradas, como se fossem peças substituíveis.

Mas a igreja não é empresa. É corpo:

“Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.”

(1 Coríntios 12:27)

Excluir membros por conveniência administrativa é ferir o próprio corpo de Cristo.

UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO E AO RETORNO AO EVANGELHO PURO

Estamos vivendo tempos em que Deus está trazendo à luz aquilo que estava oculto.

Não se trata de atacar pessoas, mas de confrontar sistemas que se afastaram do Evangelho simples e poderoso de Jesus.

O próprio Cristo advertiu à igreja de Laodiceia:

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente… aconselho-te que te arrependas.”

(Apocalipse 3:15–19)

O chamado é claro: arrependimento, retorno à Palavra, restauração da comunhão, abandono da acepção de pessoas e reconciliação com a verdadeira missão da Igreja.

A Igreja nasceu no poder do Espírito Santo, não na força das estruturas humanas.

Ela cresce pela verdade, não pelo controle.

Ela se sustenta pelo amor, não pelo medo.

E ela glorifica a Deus quando vive aquilo que prega.

Que voltemos ao Evangelho vivo.

Que voltemos à cruz.

Que voltemos à Palavra.

Porque somente assim a Igreja deixará de ser palco — e voltará a ser altar.

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