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ADVOGANDO PARA SATANÁS - Presbítero Marcos Benedito - Rede Gospel Oficial


Vivemos dias em que parte da liderança cristã tem adotado um discurso aparentemente equilibrado, porém espiritualmente perigoso. Expressões como “nem tudo é o diabo”, “isso é apenas o fim de um ciclo” ou “somos nós mesmos, o diabo não tem nada a ver com isso” têm sido usadas para explicar o enfraquecimento de ministérios, a interrupção de obras e até a queda espiritual de pessoas.

A Bíblia reconhece a responsabilidade humana pelo pecado (Tiago 1:14), mas jamais nega, minimiza ou relativiza a atuação ativa e maligna de Satanás. Pelo contrário: as Escrituras apresentam o inimigo como agente constante de oposição direta à obra de Deus.

Satanás age para interromper e destruir a obra de Deus

Jesus foi absolutamente claro sobre o propósito do inimigo:

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir”

(João 10:10)

Isso não é metáfora genérica. É definição espiritual.

Desde o início, Satanás tenta interromper aquilo que Deus faz:

No Éden, enganou Eva para destruir a comunhão com Deus (Gênesis 3).

Em Jó, buscou destruir um homem íntegro, sua família e sua fé (Jó 1 e 2).

Em Israel, incitou Davi ao pecado para trazer juízo sobre o povo

“Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi” (1 Crônicas 21:1).

A Bíblia não atribui isso a “fim de ciclo”.

Atribui a ação direta do inimigo.

Satanás usa pessoas, inclusive líderes

Outro erro grave é supor que Satanás só age “fora da igreja”. A Escritura mostra o contrário.

Jesus disse aos líderes religiosos de sua época:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer os desejos dele”

(João 8:44)

Isso foi dito a homens religiosos, líderes e mestres da Lei.

Satanás também atuou por meio de autoridades políticas:

Herodes, movido pelo inimigo, tentou matar Jesus ainda criança (Mateus 2:16).

Judas Iscariotes, um dos doze, foi diretamente influenciado:

“Então Satanás entrou em Judas” (Lucas 22:3).

Até discípulos foram advertidos por Jesus

Talvez um dos textos mais fortes sobre esse tema seja a repreensão de Jesus a Pedro:

“Para trás de mim, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço”

(Mateus 16:23)

Pedro não era um ímpio. Era discípulo.

Mas, naquele momento, serviu de instrumento para uma ideia contrária ao plano de Deus.

Isso revela uma verdade desconfortável:

alguém pode amar a Deus e, ainda assim, ser usado pelo inimigo se não vigiar.

Falsos discursos e falsos líderes

Os apóstolos alertaram que Satanás age de forma sutil, dentro do ambiente religioso:

“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos”

(2 Coríntios 11:13)

“O próprio Satanás se transforma em anjo de luz”

(2 Coríntios 11:14)

Ou seja, nem todo discurso aparentemente equilibrado é espiritual.

Nem toda fala suave vem de Deus.

O erro da liderança que relativiza o inimigo

Quando líderes minimizam a atuação de Satanás:

enfraquecem a vigilância espiritual,

confundem o discernimento da igreja,

expõem o rebanho às ciladas do inimigo.

Pedro não disse para a igreja relaxar, mas alertou:

“Sede sóbrios e vigilantes, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor”

(1 Pedro 5:8)

Paulo não disse que o diabo é irrelevante:

“Não ignoramos os seus ardis”

(2 Coríntios 2:11)

E ainda:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as astutas ciladas do diabo”

(Efésios 6:11)

Se não houvesse ataque real, não haveria armadura.

Discernimento não é negação da guerra

É verdade: nem tudo é o diabo.

Mas nem tudo é apenas humano.

Negar a existência da guerra espiritual não é maturidade — é imprudência.

Isentar Satanás de suas ações não é equilíbrio — é omissão.

A liderança bíblica:

assume responsabilidades humanas,

mas também reconhece o inimigo, alerta o povo e ensina a resistir.

“Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”

(Tiago 4:7)

Negar a guerra espiritual não protege a igreja.

Silenciar sobre o inimigo não fortalece o rebanho.

Relativizar Satanás não glorifica a Deus.

A Igreja precisa de líderes vigilantes, bíblicos e corajosos, que não usem sua autoridade para suavizar aquilo que a Bíblia denuncia claramente.

Negar a guerra não traz paz.

Traz despreparo.

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