Misericórdia vem da ideia de "ter compaixão da miséria do outro". Na Bíblia, misericórdia é a atitude de Deus ao não nos tratar segundo os nossos pecados, oferecendo perdão, compaixão e graça.
Por exemplo:
"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos." (Lamentações 3:22)
Quando alguém vê uma tragédia, uma injustiça ou uma situação difícil e exclama: "Misericórdia!", geralmente está expressando espanto, compaixão ou pedindo a intervenção de Deus. Nesse contexto, o uso é compreensível.
Porém, quando a palavra passa a ser usada como um simples vício de linguagem, para qualquer coisa sem relação com compaixão, sofrimento ou dependência de Deus, ela perde parte de sua profundidade. É semelhante a alguém dizer "aleluia" ou "amém" sem refletir no que está falando.
O significado bíblico da misericórdia
É compaixão para com quem sofre.
É perdão para quem merece punição.
É bondade para com quem está em necessidade.
É uma das principais características de Deus.
"Misericordioso e piedoso é o Senhor, tardio em irar-se e grande em benignidade." (Salmo 103:8)
Então, deve-se evitar o uso?
Não é questão de proibição, mas de consciência. Quanto mais entendemos o significado de uma palavra tão importante nas Escrituras, mais procuramos utilizá-la de forma coerente e respeitosa.
Se o seu cliente diz "misericórdia" diante de qualquer situação, isso pode ser apenas um hábito de linguagem. Mas seria interessante explicar a ele que, biblicamente, misericórdia está ligada à compaixão, ao perdão e à graça de Deus, e não apenas a uma expressão automática de surpresa.
Em resumo: o uso não é pecado nem incorreto por si só, mas a palavra possui um significado muito profundo e merece ser usada com entendimento de seu verdadeiro sentido.
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