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O DESTRUIDOR DE LAÇOS QUE OPERA NO MEIO DA IGREJA - Por: Presbítero Marcos Benedito

Quando a insegurança pessoal se transforma em instrumento de divisão, atraso e destruição

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.”
Mateus 5:9

Há pessoas que entram em uma igreja para construir. Outras chegam para servir. Algumas se dedicam a unir, restaurar, encorajar e abrir caminhos para que outras pessoas cresçam.

Mas também existem comportamentos que fazem exatamente o contrário.

São atitudes que rompem laços, enfraquecem relacionamentos, alimentam desconfianças, interrompem projetos, sufocam sonhos e transformam a comunhão em disputa por espaço.

É o perfil daquele que não consegue enxergar a obra prosperando se ele não estiver no centro dela.

Não suporta ver outras pessoas crescendo.

Não se alegra quando alguém desenvolve um ministério.

Não celebra quando um irmão é honrado.

Não consegue conviver com a felicidade alheia.

E, silenciosamente, começa a trabalhar para desmontar aquilo que não conseguiu construir.

Esse é o destruidor de laços.

Não estamos falando simplesmente de alguém que comete um erro ou que, eventualmente, entra em conflito com outra pessoa. Estamos falando de um comportamento recorrente: a necessidade de controlar, dividir e enfraquecer tudo aquilo que não está sob seu domínio.

E esse comportamento pode ser extremamente perigoso dentro da igreja.


1. O DESTRUIDOR DE LAÇOS NÃO PRECISA DE UMA MARRETA

Ele pode destruir sem levantar a voz.

Pode destruir através de uma conversa.

De uma insinuação.

De uma fofoca disfarçada de preocupação.

De uma informação incompleta.

De uma comparação.

De uma suspeita plantada no coração de alguém.

De um “eu só estou te avisando...”.

De um “não quero falar mal, mas...”.

De um “você precisa tomar cuidado com aquela pessoa”.

A destruição nem sempre começa com um grande escândalo.

Às vezes, começa com uma pequena semente de desconfiança.

A Bíblia nos adverte:

“A morte e a vida estão no poder da língua.”
Provérbios 18:21

E Tiago apresenta uma descrição impressionante do poder destrutivo da língua:

“A língua é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo...”
Tiago 3:6

Uma palavra pode aproximar.

Mas uma palavra também pode separar.

Uma palavra pode curar.

Mas uma palavra também pode ferir.

Uma palavra pode construir uma ponte.

Mas também pode incendiar aquilo que levou anos para ser construído.


2. ELE NÃO QUER APENAS DESTRUIR PESSOAS — QUER DESTRUIR CONEXÕES

Existe uma diferença importante.

O destruidor de laços percebe que uma pessoa isolada é mais vulnerável.

Por isso, muitas vezes, seu objetivo não é apenas atingir alguém individualmente.

É romper as conexões daquela pessoa.

Separá-la de quem a apoia.

Enfraquecer sua confiança.

Criar desconfiança entre amigos.

Produzir tensão entre membros da família.

Colocar líderes uns contra os outros.

Criar competição onde deveria existir cooperação.

Fazer nascer ressentimento onde havia afeto.

É uma estratégia antiga.

Jesus ensinou:

“Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.”
Mateus 12:25

Observe a profundidade dessa palavra.

Uma casa dividida não precisa de um inimigo do lado de fora para cair.

Às vezes, basta a divisão entrar por dentro.


3. O EXEMPLO DE DIÓTREFES: QUANDO O STATUS SE TORNA MAIS IMPORTANTE QUE A OBRA

Entre os exemplos mais fortes do Novo Testamento está Diótrefes.

João escreveu:

“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe.”
3 João 1:9

A expressão é muito forte:

“Que procura ter entre eles o primado.”

Diótrefes queria ocupar o primeiro lugar.

E quando alguém transforma posição em identidade, qualquer pessoa que cresça ao seu redor passa a ser percebida como ameaça.

O problema deixa de ser:

“Como podemos fazer a obra crescer?”

E passa a ser:

“Quem está aparecendo mais do que eu?”

Esse é um dos grandes perigos da liderança sem maturidade espiritual.

Quando o projeto de Deus é substituído pelo projeto pessoal, o ministério deixa de ser serviço e passa a ser território.


4. O CURRAL PESSOAL

Há pessoas que não estão preocupadas em cuidar do rebanho.

Estão preocupadas em controlar o seu curral.

Querem pessoas dependentes delas.

Querem que todos passem por elas.

Querem controlar quem canta.

Quem prega.

Quem lidera.

Quem participa.

Quem recebe oportunidade.

Quem é reconhecido.

Quem se aproxima de quem.

E, principalmente, querem impedir que alguém cresça sem depender de sua autorização.

Mas o verdadeiro pastor não cria dependentes.

Ele prepara pessoas para servirem a Deus.

Paulo disse:

“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.”
2 Timóteo 2:2

Observe a multiplicação:

Paulo → Timóteo → homens fiéis → outros.

Isso é Reino.

Quem entende o Reino não tem medo de formar sucessores.

Quem entende o Reino não tem medo de ver outras pessoas brilharem.

Quem entende o Reino sabe que o crescimento de outro não representa a diminuição de si mesmo.


5. JOSÉ FOI ODIADO PORQUE CARREGAVA UM SONHO

José recebeu sonhos de Deus.

Seus próprios irmãos não conseguiram celebrar aquilo.

A Escritura registra:

“E, vendo-o de longe, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.”
Gênesis 37:18

O problema de José não era ter destruído seus irmãos.

O problema era que ele carregava um sonho que eles não compreendiam.

O resultado?

Tentaram eliminar o sonhador.

Mas existe algo extraordinário nessa história:

Eles conseguiram jogar José no poço, mas não conseguiram matar o propósito de Deus.

Venderam José.

Mas não venderam seu destino.

Separaram-no da família.

Mas não conseguiram separá-lo de Deus.

Tentaram interromper o sonho.

Mas o sonho sobreviveu à conspiração.

“Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem...”
Gênesis 50:20

Há projetos que passam pelo poço antes de chegarem ao palácio.

Há sonhos que enfrentam oposição antes de florescer.

E há pessoas que tentam destruir aquilo que Deus decidiu preservar.


6. SAUL: QUANDO O CRESCIMENTO DO OUTRO SE TRANSFORMA EM AMEAÇA

Outro exemplo poderoso é Saul.

Quando Davi começou a ser reconhecido pelo povo, Saul não conseguiu simplesmente se alegrar com aquilo.

As mulheres cantaram:

“Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares.”
1 Samuel 18:7

E então nasceu a inveja.

A Bíblia registra:

“E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita.”
1 Samuel 18:9

Que palavra assustadora:

“Em suspeita.”

Davi ainda não tinha tomado o trono.

Mas, na mente de Saul, sua existência já representava uma ameaça.

É assim que a insegurança funciona.

Ela transforma companheiros em concorrentes.

Transforma colaboradores em ameaças.

Transforma irmãos em adversários.

Transforma o crescimento do outro em perigo pessoal.

E quando a insegurança domina o coração, a pessoa deixa de perguntar:

“Como posso ajudar Davi?”

E começa a perguntar:

“Como posso impedir Davi?”


7. NEEMIAS E OS QUE NÃO SUPORTAVAM VER A OBRA AVANÇAR

Neemias recebeu autorização para reconstruir os muros de Jerusalém.

Mas imediatamente surgiram opositores.

“E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito...”
Neemias 4:1

Quando a obra começou a avançar, a oposição aumentou.

Primeiro veio a zombaria.

Depois a ameaça.

Depois a tentativa de intimidação.

Mais tarde, tentaram atrair Neemias para fora da obra.

Mas Neemias respondeu:

“Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer.”
Neemias 6:3

Essa resposta deveria ser colocada diante de todo aquele que trabalha para Deus:

“Estou fazendo uma grande obra; não posso descer.”

Não desça para a briga.

Não desça para a fofoca.

Não desça para a disputa de ego.

Não abandone a construção para responder a quem quer apenas interromper a construção.


8. O DESTRUIDOR DE LAÇOS NÃO SUPORTA A HARMONIA

Existe uma coisa que incomoda profundamente quem vive de competição:

a harmonia dos outros.

Ele vê pessoas trabalhando juntas e procura criar desentendimentos.

Vê uma equipe afinada e cria competição.

Vê uma família feliz e lança suspeitas.

Vê um ministério crescendo e procura diminuir.

Vê um projeto promissor e procura desanimar.

Vê jovens servindo e tenta desacreditá-los.

Vê alguém cantando bem e procura encontrar defeitos.

Vê alguém pregando com graça e procura questionar sua legitimidade.

Porque existe uma mentalidade doentia que pensa:

“Se ele crescer, eu diminuo.”

Mas no Reino de Deus não funciona assim.

Paulo ensinou:

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros... assim é Cristo também.”
1 Coríntios 12:12

E acrescentou:

“Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros.”
1 Coríntios 12:25

O corpo não compete consigo mesmo.

A mão não tem inveja do olho.

O pé não deseja que a mão desapareça.

O coração não tenta impedir o pulmão de funcionar.

Cada membro cumpre sua função.

Quando um membro tenta destruir o outro, o corpo inteiro sofre.


9. HARMONIA NÃO É UNIFORMIDADE

A verdadeira comunhão não significa que todos pensam exatamente igual.

Significa que, apesar das diferenças, existe um propósito maior.

Paulo escreveu:

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.”
1 Coríntios 1:10

Uma igreja saudável pode ter diferentes dons, personalidades, experiências e funções.

Mas precisa possuir um centro comum: Cristo.

Quando o ego ocupa o centro, a comunhão desaparece.

Quando Cristo ocupa o centro, aprendemos a celebrar uns aos outros.


10. O DESTRUIDOR DE LAÇOS TAMBÉM DESTRÓI SONHOS COLETIVOS

Talvez essa seja uma das formas mais dolorosas de destruição.

Porque existem sonhos que não pertencem a uma pessoa.

Pertencem a uma comunidade.

Um projeto social.

Uma banda.

Um ministério.

Uma igreja.

Uma equipe.

Uma obra missionária.

Um grupo de jovens.

Um projeto de evangelização.

Uma iniciativa que poderia alcançar muitas vidas.

E alguém, por insegurança, orgulho ou desejo de controle, decide interromper aquilo.

Não porque o projeto seja errado.

Mas porque não foi ele quem teve a ideia.

Não porque Deus não esteja abençoando.

Mas porque ele não está no comando.

Esse é um dos sinais mais perigosos da imaturidade espiritual:

preferir que a obra não aconteça a permitir que ela aconteça sem sua liderança.


11. O CONTRASTE: BARNABÉ ERA UM CONSTRUTOR DE LAÇOS

Se há exemplos de pessoas que destruíram conexões, também existem exemplos extraordinários de quem as construiu.

Barnabé é um deles.

Quando muitos desconfiavam de Paulo, Barnabé o acolheu.

“Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos...”
Atos 9:27

Barnabé poderia ter pensado:

“Paulo vai ocupar meu espaço.”

Mas não.

Ele ajudou Paulo.

Mais tarde, Barnabé foi buscar Paulo em Tarso para ajudá-lo no ministério em Antioquia.

“E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.”
Atos 11:25-26

Que diferença!

Diótrefes queria o primeiro lugar.

Barnabé ajudava outros a encontrar seu lugar.

Essa é a diferença entre competição e Reino.


12. JESUS NÃO FORMOU UMA PLATEIA. FORMOU DISCÍPULOS.

Jesus poderia ter feito tudo sozinho.

Mas escolheu pessoas.

Ensinou.

Preparou.

Delegou.

Enviou.

E, depois, disse:

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas...”
João 14:12

Jesus não teve medo de capacitar outros.

Pelo contrário.

Ele sabia que o sucesso de sua missão incluía preparar pessoas para continuá-la.

Esse é um princípio que todo líder cristão precisa compreender:

Se o meu ministério só funciona quando eu estou presente, talvez eu tenha construído uma dependência, e não um ministério.


13. O VERDADEIRO LÍDER NÃO TEM MEDO DE SER SUPERADO

João Batista nos oferece uma das declarações mais bonitas de toda a Bíblia:

“É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
João 3:30

Que maturidade!

João não estava preocupado em preservar seu protagonismo.

Ele sabia que seu papel era apontar para Cristo.

Essa deveria ser a oração de todo ministro:

“Senhor, que o Teu nome cresça, ainda que o meu nome diminua.”

Quando Cristo é o centro, não precisamos disputar o centro.


14. QUANDO A INSEGURANÇA VIRA INSTRUMENTO DE ATRASO

Uma das maiores tragédias é quando a insegurança de uma pessoa passa a determinar o ritmo de toda uma obra.

“Não pode.”

“Não é o momento.”

“Ele não está preparado.”

“Ela não deveria estar ali.”

“Isso nunca vai funcionar.”

“Quem autorizou?”

“Não precisamos disso.”

“Antes não era assim.”

“Esse projeto vai dar problema.”

Às vezes existe prudência verdadeira.

Mas também existe resistência disfarçada de prudência.

Neemias enfrentou isso.

Davi enfrentou isso.

José enfrentou isso.

Paulo enfrentou isso.

Jesus enfrentou isso.

E a igreja primitiva enfrentou isso.

A diferença é que aqueles que carregavam propósito não permitiram que a oposição definisse o destino da obra.


15. COMO IDENTIFICAR O DESTRUIDOR DE LAÇOS?

Não devemos sair apontando pessoas ou transformando este texto em instrumento de acusação.

Jesus nos ensinou a examinar primeiro o próprio coração.

“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho...”
Mateus 7:5

Portanto, antes de perguntar:

“Quem é o destruidor de laços?”

devemos perguntar:

“Será que, em algum momento, eu tenho sido um?”

Porque também podemos destruir sem perceber.

Podemos afastar alguém.

Podemos desanimar um sonho.

Podemos impedir uma oportunidade.

Podemos falar uma palavra que não deveria ter sido falada.

Podemos confundir zelo com controle.

Podemos chamar de “doutrina” aquilo que, na verdade, é preferência pessoal.

Podemos chamar de “defesa da obra” aquilo que, no fundo, é defesa do nosso espaço.


16. O ANTÍDOTO: AMOR, HUMILDADE E MATURIDADE

Paulo apresenta o caminho:

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.”
Filipenses 2:3

E ainda:

“Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.”
Gálatas 6:2

Uma igreja madura não pergunta apenas:

“O que eu ganho?”

Pergunta:

“Como posso contribuir?”

Não pergunta:

“Quem está aparecendo?”

Pergunta:

“Quem precisa ser levantado?”

Não pergunta:

“Quem está ocupando meu lugar?”

Pergunta:

“Quem Deus está preparando?”


17. NÃO SEJA O HOMEM QUE FECHA PORTAS QUE DEUS ABRIU

Talvez alguém esteja lendo este texto e percebendo que existe um projeto sendo sufocado.

Um ministério sendo impedido.

Uma equipe sendo desmotivada.

Um relacionamento sendo destruído.

Uma família sendo dividida.

Um sonho sendo enterrado.

Uma pessoa sendo constantemente diminuída.

Então é preciso lembrar:

Ninguém recebeu de Deus a missão de controlar o crescimento que Ele deseja produzir em outras pessoas.

Se Deus levantou alguém, ajude.

Se Deus abriu uma porta, não seja você quem a feche por inveja.

Se alguém tem um dom, incentive.

Se existe um projeto legítimo, contribua.

Se existe uma nova geração surgindo, ensine-a.

Se alguém está crescendo espiritualmente, celebre.

Porque a obra não é nossa.

A obra é de Deus.


18. DESTRUIR É FÁCIL. CONSTRUIR EXIGE CARÁTER.

Derrubar uma parede pode levar minutos.

Construí-la pode levar meses.

Uma frase pode destruir uma amizade construída durante anos.

Uma fofoca pode destruir uma reputação.

Uma decisão precipitada pode desmontar uma equipe.

Uma disputa de ego pode interromper um projeto.

Mas construir exige tempo.

Exige perdão.

Exige paciência.

Exige maturidade.

Exige renúncia.

Exige humildade.

Por isso, a pergunta não deveria ser:

“Quem está por cima?”

Mas:

“Quem está sustentando?”

Não é sobre quem manda.

É sobre quem serve.

Não é sobre quem aparece.

É sobre quem sustenta.

Não é sobre quem recebe aplausos.

É sobre quem permanece quando ninguém está olhando.


19. UMA IGREJA QUE CONSTRÓI LAÇOS

A igreja que Cristo deseja não é uma arena de competição.

É uma família.

Não é um palco para egos.

É um lugar de serviço.

Não é um território para ser defendido por interesses pessoais.

É um campo para o Reino de Deus avançar.

Por isso, precisamos voltar ao princípio de Atos:

“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.”
Atos 2:44

E também:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”
Atos 2:42

A palavra é comunhão.

Comunhão não significa ausência de problemas.

Significa disposição para resolver problemas sem destruir pessoas.


20. A ÚLTIMA PALAVRA É DE CRISTO

Jesus fez uma oração que continua ecoando através dos séculos:

“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós...”
João 17:21

“Para que todos sejam um.”

Essa é a vontade de Cristo.

Por isso, toda atitude deliberada de divisão precisa ser tratada com seriedade.

Quem ama a igreja trabalha pela unidade.

Quem ama a obra trabalha pela continuidade.

Quem ama pessoas trabalha pela restauração.

Quem ama o Reino não precisa destruir o outro para encontrar seu próprio lugar.


NÃO SEJA O DESTRUIDOR DE LAÇOS. SEJA UM CONSTRUTOR DE PONTES.

Que Deus nos livre de sermos aqueles que interrompem sonhos.

Que nos livre de destruir amizades.

Que nos livre de alimentar suspeitas.

Que nos livre da necessidade de controlar tudo.

Que nos livre da síndrome de Diótrefes.

Que nos dê a coragem de Neemias.

A humildade de João Batista.

A disposição de Barnabé.

A perseverança de Paulo.

A fidelidade de José.

E, acima de tudo, o coração de Cristo.

Porque, no final, a grande pergunta não será:

“Quantas pessoas estavam debaixo da minha liderança?”

Mas:

“Quantas pessoas eu ajudei a chegar mais perto de Cristo?”

Não fomos chamados para construir impérios pessoais.

Fomos chamados para edificar o Corpo de Cristo.

“Por isso exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros...”
1 Tessalonicenses 5:11

Edificar.

Essa é a palavra.

Edificar vidas.

Edificar famílias.

Edificar ministérios.

Edificar relacionamentos.

Edificar a igreja.

Edificar sonhos que glorifiquem a Deus.

E quando chegar o dia em que alguém crescer mais do que nós, que possamos ter maturidade para dizer:

“Glória a Deus! A obra está avançando.”

Porque, no Reino de Deus, o crescimento do outro não é a nossa derrota.

É a vitória da obra.


REFLEXÃO FINAL

Você é um destruidor de laços ou um construtor de pontes?

Quando alguém cresce, você celebra ou se incomoda?

Quando alguém recebe uma oportunidade, você incentiva ou procura desqualificá-lo?

Quando surge um projeto que não nasceu de você, você ajuda ou tenta interrompê-lo?

Quando alguém é reconhecido, você agradece a Deus ou sente que perdeu espaço?

Quando uma equipe está unida, você fortalece a união ou começa a procurar uma maneira de dividi-la?

Talvez o maior sinal de maturidade espiritual seja este:

Conseguir celebrar aquilo que Deus está fazendo através de outra pessoa.

Porque quem realmente ama o Reino não precisa ser o protagonista de todas as histórias.

Basta saber que Cristo está sendo glorificado.

“A ele seja a glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”
Efésios 3:21



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