QUEM AINDA NÃO FOI CURADO PODE TRATAR A VIDA DOS OUTROS? - POR: PRESBITERO MARCOS BENEDITO - IGREJA EVANGÉLICA DA PRAIA GRANDE
Antes de cuidar de feridas alheias, é preciso permitir que Deus trate as nossas
REDE GOSPEL OFICIAL
“MÉDICO, CURA-TE A TI MESMO”
Existe uma diferença enorme entre estar em processo de cura e estar doente, negar a própria doença e, ainda assim, querer assumir a posição de médico da vida alheia.
Uma pessoa pode estar passando por uma luta, enfrentando uma fraqueza, atravessando um processo de restauração e, mesmo assim, ser usada por Deus. Mas existe algo completamente diferente: quando alguém não quer ser tratado, não reconhece aquilo que precisa mudar, permanece alimentando a própria enfermidade espiritual e, ainda assim, assume a responsabilidade de corrigir, julgar, condenar e dirigir a vida dos outros.
É nesse ponto que surge o perigo.
Jesus ensinou:
“Primeiro tire a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”
Mateus 7:5
Observe a ordem estabelecida por Jesus:
PRIMEIRO — EU.
DEPOIS — O OUTRO.
Não significa que precisamos alcançar uma perfeição absoluta para ajudar alguém. Significa que não podemos transformar a correção do outro em um mecanismo para esconder aquilo que Deus está tentando corrigir em nós.
1. UMA FERIDA NÃO TRATADA PODE CONTAMINAR QUEM ESTÁ AO REDOR
Imagine um ambiente onde várias pessoas estão feridas. Se alguém que deveria cuidar delas também está dominado pela própria amargura, ressentimento, desejo de vingança, intolerância ou incapacidade de perdoar, essa pessoa poderá transformar sua própria enfermidade em método de liderança.
E isso é extremamente perigoso.
Porque aquilo que está dentro do líder começa a aparecer na maneira como ele interpreta a Palavra, corrige as pessoas, estabelece regras, distribui oportunidades, escolhe quem pode falar, decide quem merece confiança, trata os que discordam, perdoa alguns e condena outros, exerce autoridade e administra conflitos.
A enfermidade interior pode transformar-se em comportamento institucional.
Uma pessoa amargurada pode criar um ambiente de amargura. Uma pessoa dominada pelo orgulho pode construir uma estrutura de exaltação pessoal. Uma pessoa que não sabe perdoar pode criar uma cultura de punição. Uma pessoa que vive julgando pode transformar a Igreja em um tribunal. Uma pessoa que não suporta ser contrariada pode transformar liderança em autoritarismo.
Por isso, antes de perguntar:
“Quem vai liderar?”
é necessário perguntar:
“Quem essa pessoa se tornou durante o processo pelo qual passou?”
2. JESUS NÃO DISSE: “SEJA PERFEITO PARA AJUDAR”
Aqui está uma diferença fundamental.
A Bíblia não ensina que somente pessoas absolutamente perfeitas podem servir. Se fosse assim, ninguém poderia servir.
Pedro falhou. Davi falhou. Moisés falhou. Elias atravessou momentos de profundo abatimento. Paulo carregava suas próprias limitações.
A diferença está em outra coisa:
eles não deveriam transformar suas fraquezas em padrão para os outros.
O problema não é estar em processo.
O problema é recusar o processo e querer ocupar a posição de quem trata os outros.
3. JESUS RESTAUROU PEDRO ANTES DE CONFIAR-LHE O CUIDADO DAS OVELHAS
Talvez um dos exemplos mais fortes esteja na vida de Pedro.
Pedro negou Jesus. Não foi uma pequena falha. Foi uma queda séria.
Mas Jesus não descartou Pedro.
Depois da ressurreição, Jesus foi ao encontro dele. E em João 21 acontece algo extraordinário.
Jesus não simplesmente diz:
“Pedro, você errou, mas agora continue como se nada tivesse acontecido.”
Jesus promove uma restauração.
E somente depois dessa conversa encontramos a responsabilidade:
“Apascenta as minhas ovelhas.”
Isso revela um princípio poderoso:
A queda não precisa ser o fim da história, mas a restauração precisa fazer parte da história.
Pedro não se tornou exemplo porque nunca havia falhado.
Pedro tornou-se exemplo porque foi confrontado, quebrantado, restaurado e novamente direcionado por Cristo.
4. JESUS DISSE A PEDRO: “QUANDO TE CONVERTERES, FORTALECE TEUS IRMÃOS”
Existe uma passagem ainda mais reveladora.
Jesus disse a Pedro:
“E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.”
Lucas 22:32
A sequência é extraordinária:
CONVERSÃO → RESTAURAÇÃO → FORTALECIMENTO DOS OUTROS.
Primeiro Deus trabalha em Pedro. Depois Pedro poderá fortalecer os demais.
É um princípio de liderança espiritual:
Aquilo que Deus trata em nós pode posteriormente transformar-se em instrumento para abençoar outras pessoas.
Quem experimentou o perdão aprende a falar sobre perdão com outra profundidade. Quem foi restaurado entende melhor a restauração. Quem foi levantado depois de cair pode compreender melhor quem está caído. Quem passou pelo tratamento de Deus pode compreender melhor aqueles que ainda estão em tratamento.
5. QUEM NÃO CONSEGUE PERDOAR PODE ENSINAR SOBRE PERDÃO?
Aqui precisamos ter muito cuidado.
Uma pessoa que está lutando para perdoar pode dizer:
“Eu ainda estou aprendendo a perdoar. Ore por mim.”
Isso é humildade.
Outra coisa completamente diferente é alguém alimentar conscientemente o ressentimento e, ao mesmo tempo, colocar-se como autoridade para condenar os demais por não perdoarem.
Isso é incoerência.
A pessoa não precisa dizer:
“Eu já alcancei a perfeição.”
Ela precisa poder dizer:
“Aquilo que ensino também está sendo aplicado à minha própria vida.”
O líder cristão não precisa ser alguém que nunca precisou de misericórdia. Ele precisa ser alguém que aprendeu a viver debaixo da misericórdia de Deus.
6. A TRAVE PRECISA SER TRATADA ANTES DO CISCO
Jesus foi extremamente direto:
“Primeiro tire a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”
Mateus 7:5
Jesus não proibiu ajudar o irmão. Pelo contrário.
Ele disse:
“Então você verá claramente.”
A questão não é:
“Não corrija ninguém.”
A questão é:
“Corrija depois que Deus também estiver tratando você.”
A pessoa que não enxerga sua própria trave não possui clareza espiritual para tratar adequadamente o cisco do outro.
7. A BÍBLIA COLOCA QUALIFICAÇÕES PARA QUEM ASSUME LIDERANÇA
Quando Paulo apresenta as qualificações para quem deseja exercer liderança na Igreja, ele não começa falando de carisma, capacidade de falar, quantidade de seguidores ou talento.
Ele fala de caráter.
O bispo deveria ser irrepreensível, equilibrado, sensato, hospitaleiro, apto para ensinar, não violento, não briguento e não dominado pelo amor ao dinheiro.
E existe uma afirmação especialmente importante:
“Não seja neófito.”
1 Timóteo 3:6
A razão apresentada por Paulo é que um recém-convertido poderia tornar-se orgulhoso e cair.
Ou seja:
Nem todo mundo que pode ocupar uma posição está preparado para ocupar uma posição.
Há uma diferença entre:
chamado
e
maturidade para exercer o chamado.
Há diferença entre:
talento
e
caráter.
Há diferença entre:
conhecimento bíblico
e
vida transformada pela Palavra.
8. PRIMEIRO SE PROVA. DEPOIS SE CONFIA A FUNÇÃO.
Paulo chega a dizer, ao tratar dos diáconos:
“E também estes sejam primeiro provados.”
1 Timóteo 3:10
Isso é extremamente importante para qualquer estrutura de liderança.
Primeiro: provar.
Depois: confiar.
Depois: observar os frutos.
Não deveria funcionar assim:
“Vamos colocar a pessoa na posição e depois descobrir quem ela é.”
O princípio bíblico aponta para o contrário:
“Vamos observar quem ela é antes de confiar-lhe determinada responsabilidade.”
9. O LÍDER NÃO É O DONO DA CURA — ELE É UM INSTRUMENTO
Existe ainda outra correção importante.
Ninguém deve dizer:
“Eu sou uma pessoa curada e agora vou curar os outros.”
Porque quem cura espiritualmente é Cristo.
O líder não é o médico.
Cristo é o Médico.
O líder é instrumento.
O líder não é a fonte.
Cristo é a fonte.
O líder não deve criar dependência de sua própria personalidade. Ele deve conduzir as pessoas para Jesus.
Por isso, o verdadeiro líder não diz:
“Olhem para mim porque eu sou perfeito.”
Ele diz:
“Olhem para Cristo, porque foi Ele quem me restaurou e é Ele quem pode restaurar vocês.”
10. PAULO NÃO ESCONDEU SUAS FRAQUEZAS
Isso também impede que o estudo caia em um perfeccionismo perigoso.
Paulo não apresentou uma imagem de homem absolutamente sem fraquezas. Ele reconheceu suas limitações e aprendeu a depender da graça.
Isso nos ensina:
Liderança cristã não significa ausência de fraquezas.
Significa:
fraquezas reconhecidas, tratadas e submetidas a Cristo.
Uma pessoa pode estar em processo e ainda ser usada.
O que ela não pode fazer é transformar sua enfermidade não tratada em instrumento de opressão sobre os outros.
11. QUEM RESTAURA PRECISA SER ESPIRITUAL
Paulo apresenta um princípio muito forte em Gálatas:
“Vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão.”
Gálatas 6:1
Observe duas palavras:
ESPIRITUAIS
e
MANSIDÃO.
Não é:
“vocês que têm cargo.”
Não é:
“vocês que têm microfone.”
Não é:
“vocês que têm autoridade.”
É:
“vocês que sois espirituais.”
E a restauração deve acontecer com mansidão.
Isso destrói uma ideia muito perigosa:
Autoridade espiritual não é licença para humilhar pessoas.
Quem verdadeiramente restaura não precisa destruir.
Quem realmente corrige não precisa humilhar.
Quem possui autoridade dada por Deus não precisa alimentar medo para provar que tem autoridade.
12. A ENFERMIDADE DO LÍDER PODE SE TRANSFORMAR EM CULTURA
Aqui está talvez uma das partes mais importantes deste estudo.
Uma pessoa pode carregar uma ferida. Mas quando essa pessoa recebe autoridade sem ter tratado a ferida, existe o risco de ela começar a reproduzir nos outros aquilo que existe dentro dela.
O ferido pode ferir.
O amargurado pode produzir amargura.
O inseguro pode controlar.
O orgulhoso pode humilhar.
O ressentido pode punir.
O manipulador pode manipular.
O autoritário pode criar submissão artificial.
O que não perdoa pode utilizar a disciplina como instrumento de vingança.
E aquilo que começou como uma enfermidade pessoal pode transformar-se em estrutura de liderança.
Por isso, a Igreja precisa olhar não apenas para o que alguém fala.
Precisa olhar para os frutos que aquela pessoa produz.
13. JESUS DISSE: “PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS”
Jesus ensinou:
“Pelos seus frutos os conhecereis.”
Mateus 7:16
Não é apenas pelo discurso.
Não é apenas pelo título.
Não é apenas pelo cargo.
Não é apenas pela capacidade de pregar.
Não é apenas pelo conhecimento bíblico.
É pelos frutos.
Porque alguém pode conhecer a Bíblia e ainda não permitir que a Bíblia transforme seu caráter.
Pode falar de amor e produzir medo.
Pode falar de perdão e produzir ressentimento.
Pode falar de humildade e exigir submissão absoluta.
Pode falar de serviço e buscar privilégios.
Pode falar de santidade e utilizar a santidade para condenar os outros enquanto ignora suas próprias contradições.
Por isso Jesus nos ensinou a observar os frutos.
14. NÃO É SOBRE SER PERFEITO. É SOBRE SER TRATÁVEL.
Essa talvez seja a frase central deste estudo:
DEUS NÃO PROCURA LÍDERES PERFEITOS. PROCURA PESSOAS QUE PERMITAM SER TRATADAS POR ELE.
Pedro tinha falhas.
Mas permitiu ser confrontado.
Paulo tinha limitações.
Mas permaneceu dependente da graça.
Davi teve quedas gravíssimas.
Mas conheceu arrependimento.
O problema não é ter uma história.
O problema é não permitir que Deus transforme a história em testemunho.
15. O VERDADEIRO EXEMPLO NÃO É “EU NUNCA CAÍ”
O verdadeiro testemunho cristão não é:
“Eu nunca errei.”
É:
“Eu errei, mas Deus me corrigiu.”
Não é:
“Eu nunca precisei de perdão.”
É:
“Eu precisei de perdão e aprendi a perdoar.”
Não é:
“Eu nunca fui ferido.”
É:
“Fui ferido, mas não permiti que minha ferida determinasse quem eu seria.”
Não é:
“Eu nunca tive uma fraqueza.”
É:
“Minha fraqueza me ensinou a depender da graça de Deus.”
Essa é uma liderança que pode inspirar.
16. ANTES DE COLOCAR ALGUÉM PARA CUIDAR DE PESSOAS, OBSERVE COMO ESSA PESSOA CUIDA DE SI
Essa pergunta deveria fazer parte de qualquer processo de liderança:
Como essa pessoa reage quando é contrariada?
Como trata quem não pode lhe oferecer nada?
Como reage quando perde espaço?
Como trata quem pensa diferente?
Consegue pedir perdão?
Consegue reconhecer um erro?
Consegue perdoar?
Consegue ouvir?
Consegue servir sem aparecer?
Consegue exercer autoridade sem humilhar?
Consegue corrigir sem destruir?
Consegue receber correção?
Porque muitas vezes descobrimos o caráter de uma pessoa não quando ela recebe autoridade, mas quando recebe autoridade e é contrariada.
17. O MAIOR EXEMPLO É O PRÓPRIO JESUS
Jesus tinha toda autoridade.
Mas lavou os pés dos discípulos.
Jesus podia ordenar.
Mas serviu.
Jesus podia condenar.
Mas restaurou.
Jesus podia destruir Pedro depois da negação.
Mas o restaurou.
Jesus não construiu seu ministério em torno da humilhação das pessoas.
Ele confrontava o pecado, mas também oferecia graça.
Ele denunciava a hipocrisia, mas acolhia o arrependido.
Ele corrigia, mas também restaurava.
A autoridade de Jesus nunca precisou da destruição do outro para provar que era autoridade.
18. UMA IGREJA PRECISA DE LÍDERES QUE TENHAM SIDO TRATADOS POR DEUS
Não precisamos de líderes que afirmem:
“Eu não tenho problemas.”
Precisamos de líderes que possam dizer:
“Deus continua trabalhando em mim.”
Não precisamos de pessoas que escondam suas fraquezas atrás de um título.
Precisamos de pessoas que tenham humildade suficiente para reconhecer:
“Também preciso da graça.”
Porque somente quem entende que precisa da graça consegue administrar a graça na vida dos outros.
19. O PERIGO DE COLOCAR UM “DOENTE” PARA CUIDAR DE OUTROS “DOENTES”
A metáfora precisa ser entendida espiritualmente.
Não estamos falando de pessoas que possuem uma doença física, emocional ou alguma limitação humana.
Isso seria injusto e antibíblico.
Estamos falando de enfermidades de caráter que a pessoa não quer tratar.
Amargura não tratada.
Orgulho não tratado.
Ressentimento não tratado.
Desejo de vingança não tratado.
Autoritarismo não tratado.
Hipocrisia não tratada.
Falta de perdão não tratada.
Inveja não tratada.
Manipulação não tratada.
Essas coisas, quando entram na liderança, podem contaminar relacionamentos e produzir ambientes espiritualmente doentes.
20. A GRANDE PERGUNTA
Portanto, a pergunta não deveria ser simplesmente:
“Deus chamou essa pessoa?”
A pergunta também precisa ser:
“Essa pessoa permitiu que Deus tratasse aquilo que poderia prejudicar as pessoas que serão colocadas sob sua responsabilidade?”
Porque chamado sem caráter é perigoso.
Dom sem caráter é perigoso.
Conhecimento sem caráter é perigoso.
Autoridade sem caráter é perigosa.
Cargo sem maturidade é perigoso.
E liderança sem tratamento interior pode transformar aquilo que deveria ser um ministério de cura em um ambiente de novas feridas.
CONCLUSÃO
ANTES DE COLOCAR ALGUÉM PARA CUIDAR DE FERIDAS, DEUS PRECISA TRABALHAR NAS FERIDAS DESSA PESSOA.
Não significa que o líder precise ser perfeito.
Significa que ele precisa ser tratável.
Não significa que nunca tenha pecado.
Significa que precisa conhecer o caminho do arrependimento.
Não significa que nunca tenha sido ferido.
Significa que não pode transformar sua ferida em arma contra os outros.
Não significa que nunca tenha caído.
Significa que precisa permitir que Deus o levante.
Pedro caiu e foi restaurado.
Depois, recebeu a responsabilidade de apascentar.
E Jesus disse:
“Quando te converteres, fortalece teus irmãos.”
Lucas 22:32
Essa talvez seja uma das maiores lições sobre liderança espiritual:
DEUS PODE TRANSFORMAR A FERIDA QUE ELE TRATOU EM TESTEMUNHO PARA TRATAR OUTRAS PESSOAS.
Mas existe uma diferença fundamental:
QUEM FOI TRATADO PODE AJUDAR A TRATAR.
QUEM FOI RESTAURADO PODE AJUDAR A RESTAURAR.
QUEM EXPERIMENTOU O PERDÃO PODE ENSINAR SOBRE PERDÃO.
QUEM APRENDEU A HUMILDADE PODE ENSINAR HUMILDADE.
QUEM SE DEIXOU CORRIGIR POR DEUS PODE CORRIGIR COM MANSIDÃO.
E, principalmente:
QUEM FOI TRANSFORMADO POR CRISTO NÃO USA A LIDERANÇA PARA ESCONDER SUAS FERIDAS — USA SUA EXPERIÊNCIA PARA APONTAR PARA AQUELE QUE O TRANSFORMOU.
Cristo é o Médico.
Cristo é o Restaurador.
Cristo é a Fonte.
O líder é apenas instrumento.
E quanto mais o instrumento compreender isso, menos utilizará a liderança para dominar pessoas e mais a utilizará para servir, cuidar, restaurar e conduzir pessoas até Jesus.
REDE GOSPEL OFICIAL
Reflexão sobre liderança, maturidade espiritual, restauração e caráter cristão
“Antes de cuidar da ferida de alguém, permita que Deus trate aquilo que ainda sangra dentro de você.”

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